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Cristiane Mesquita

Psicanalista, professora e pesquisadora do Programa de Pós Graduação em Design da Universidade Anhembi Morumbi; docente da Graduação em Design [Projeto Experimental de Inclusão Social] e da Graduação em Naturologia [Psicologia e Integralidade]. Doutora e Mestre em Psicologia pelo Núcleo de Estudos da Subjetividade – PUC-SP. Pós-Doutorado no Departamento de Artes da Goldsmiths, University of London [Among art, philosophy and design: connections in between processes of creation and subjectivation _ 2018]. Atua na linha de pesquisa Teoria, História e Crítica do Design. Investiga processos de criação e subjetivação; interações entre corpos, roupas e artefatos; clínica ampliada e produção de sofrimento e saúde psíquica; transversalidades entre psicanálise, filosofia, arte contemporânea, política e design. Lidera o Grupo de Pesquisa do CNPq Design, Arte e Moda: Conexões Contemporâneas e integra o grupo Psicanálise e Filosofia da Imanência: desafios da clínica na contemporaneidade. Coordena o GEzz: Grupo de estudos ziguezague: transversalidade e design e os Projetos de Pesquisa Design e conspiração: processos de criação, micropolíticas de resistência e cuidado e Design e cuidado de si: processos de subjetivação e dispositivos para uma clínica ampliada. Atua como psicanalista em consultório particular e como terapeuta voluntária no Instituto Sedes Sapientiae, onde coordena o projeto O Cuidado de Si: atividades sobre, seu corpo, seus territórios e conexões consigo e com os outros. Membro da Design Research Society (London, UK).

Design, Arte e Moda: Conexões Contemporâneas
Integra o Centro de Pesquisa do PPGDesign da Universidade Anhembi Morumbi. Investiga inter-relações e diálogos entre design, arte e moda contemporâneos examinando encontros entre essas esferas de criação e produção. Estudos convergem para a sistematização de conhecimentos em torno dessas interfaces, em aspectos conceituais, culturais, estéticos e tecnológicos, com ênfase nas transversalidades que permeiam o design contemporâneo, seus processos de criação, suas poéticas e seus resultados.

Link: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6288599313203126

Design e cuidado de si: processos de subjetivação e dispositivos para uma clínica ampliada

Esta pesquisa promove conexões entre os campos da Arte contemporânea, Filosofia da Diferença e Psicanálise, por meio do conceito de ziguezague (Gilles Deleuze; Felix Guattari) que transversaliza articulações entre Design e saúde psíquica. Investiga teorias e práticas que impliquem o Design e a Arte em torno de processos de subjetivação; variáveis sociopolíticas e culturais produtoras de sofrimento psíquico; quadros sintomatológicos na atualidade; micropolíticas de acolhimento e cuidado em práticas de Clínica Ampliada. Nas searas específicas do Design, procura abarcar o escopo das interações e vínculos entre o corpo, processos projetuais, artefatos e produtos. Neste contexto, enfoca as práticas do Projeto CUIDE-SE _ o cuidado de si: atividades sobre você, seu corpo, seus territórios e conexões consigo e com os outros, que vem sendo desenvolvido com grupos de pacientes na clínica pública do Instituto Sedes Sapientiae/SP, desde o ano de 2014 e integra equipe multiprofissional no âmbito do Projeto Clínico-Ético-Político. Nesse sentido, o interesse desta pesquisa concentra-se na ampliação das ações do Projeto Cuide-se e pretende, em ressonância com o campo da teoria, história e crítica do Design,  abrigar o seguinte escopo de investigações,: 1) aspectos de processos de subjetivação relativos ao Design: relações e vínculos entre artefatos/objetos e modos de ser/produzir/consumir/produzir sofrimento; 2) sofrimento psíquico e cuidados: mapeamento de quadros sintomatológicos na atualidade e conexões com o campo do Design; 3) propostas nos âmbitos da sustentabilidade subjetiva e da saúde social que investiguem diferentes perspectivas de cuidados, por meio do Design; 4) objetos relacionais e objetos artísticos com potencialidades clínicas, na perspectiva da psicanalista e curadora brasileira Suely Rolnik; 5) dispositivos para o Projeto Cuide-se: obras de arte e objetos de Design para práticas em Clínica Ampliada.

Design e conspiração: processos de criação, micropolíticas de resistência e cuidado

Esta pesquisa investiga diálogos entre Design, Arte e Filosofia da Diferença, propondo a expansão de teorias e práticas em perspectivas poéticas, estéticas, éticas e políticas. Parte da colocação do filósofo tcheco Vilém Flusser sobre a semântica da palavra design e do verbo to design, relacionados à “plano”, “esquema maligno”, “astúcia” e aos verbos “tramar”, “simular” e “conspirar”. Delineia reflexões para mapear e compreender as emergências da subjetividade contemporânea e considera a potência afirmativa desses termos, tomados como potências de transformação de uma dada realidade. Convoca o Design para além de sua acepção modernista, entendendo seu campo teórico-prático como uma seara múltipla, capaz de produzir ações, objetos e artefatos que problematizem e questionem os modos de funcionamento e estratégias dominantes, subvertendo linhas de força no contexto sócio-político e cultural. Aborda e/ou promove experimentos que desafiam a lógica linear de solução de problemas a serviço do mercado, em conexão com as perspectivas do filósofo francês Gilles Deleuze e do psicanalista Felix Guattari sobre processos de criação, “linha de fuga”, “traição” e “ziguezague”. Nesse contexto, o interesse dessa proposta é abrigar o seguinte escopo de investigações: 1) processos de criação e estratégias de ação de designers e de artistas que subvertem lógicas de mercado no cenário neoliberal e/ou produzam micropolíticas de resistência; 2) perspectivas críticas para produção de subjetividades no campo do Design, suas reverberações sócio-políticas e culturais; 3) propostas nos âmbitos da sustentabilidade subjetiva e da saúde social que investiguem diferentes perspectivas de cuidados, por meio do Design; 4) objetos e propostas projetuais que questionem o próprio campo do Design e seu alinhamento com a sociedade industrial/digital, a supremacia da técnica e a submissão ao mercado; 5) gambiarras e outras criações que subvertem a lógica projetual, conforme proposições do ativista e pesquisador brasileiro Ricardo Rosas; 6) “objetos desobedientes”, na perspectiva do curador e pesquisador inglês Gavin Grindon; artefatos criados por movimentos ativistas e/ou ações de alcance social e humanitário.

Produções Bibliográficas – Periódicos

ALMADA, L.; MESQUITA, C. Los proyectos ‘Uniforms’ de Andrea Zittel: líneas de fuerza y líneas de resistencia en el dispositivo moda. Arte, Individuo y Sociedad, v. 31, p. 573-588, 2019.

Resumen: Al entender que la moda es uno de los dispositivos que producen modos de vida en la contemporaneidad, este artículo presenta los proyectos Uniforms de la artista estadounidense Andrea Zittel, tomados como referencia para problematizar los patrones dominantes del vestir, de lo efímero y del consumismo, aquí considerados como líneas de fuerza sujetas al dispositivo moda. Inicialmente, se aborda una breve trayectoria de la vestimenta en el arte. Luego se traza un panorama sobre Zittel y se presentan los proyectos Uniforms, consignando el trayecto de la artista en esas propuestas. Con base en los pensamientos de los filósofos Gilles Lipovetsky y Lars Svendsen, se plantea una visión teórica sobre las líneas de fuerza del dispositivo moda para observar discursos de moda transmitidos por medios de comunicación impresos y digitales que apuntan su operación en la contemporaneidad. Se considera que las creaciones de la artista Andrea Zittel constituyen líneas de resistencia al efecto hegemónico producido por el dispositivo moda, al proponer otros modos de vestir que sugieren distintas perspectivas para los modos de vida.

Palabras-clave: Proyectos Uniforms; Andrea Zittel; dispositivo moda; líneas de fuerza; líneas de resistencia

https://revistas.ucm.es/index.php/ARIS/article/view/61335


SERRAL, I.; MESQUITA, C. O corpo encontra a roupa: Design de Moda entre normatização e utopia. DAT Journal, v. 4, p. 52-75, 2019.

Resumo: O presente artigo propõe um diálogo entre as áreas do Design de Moda e da Filosofia, no sentido de ampliar discussões sobre normatização dos corpos e produção de subjetividade, no contexto da Moda. Um breve recorte sobre os corpos que predominaram como modelos no final do século XX, colabora para empreender uma articulação entre a coleção Body Meets Dress, Dress Meets Body (1997), criação da designer japonesa Rei Kawakubo, e o ensaio O Corpo Utópico (2013), de autoria do filósofo francês Michel Foucault. Esta abordagem conduz reflexões sobre corpos imaginados, para além da normatização.

Palavras-chave: design de moda; corpo; corpo utópico; Michel Foucault; Rei Kawakubo

https://datjournal.anhembi.br/dat/article/view/147


MESQUITA, C. Proyecto I L H A: procesos de creación entre Literatura, Arte, Filosofía y Diseño. DISEÑO EN SÍNTESIS: REFLEXIONES SOBRE LA CULTURA DEL DISEÑO, v. 59, p. 78-89, 2018.

Resumen: Este artículo muestra las estrategias de creación de productos en el marco del Proyecto ilha, que consiste en un trabajo de diseño cuyas referencias se encuen- tran en los campos de la literatura, el arte y la filosofía. Para ello se exploran teorías alrededor del concepto de zigzag, delineado en el abordaje de la letra z del Abecedario de Gilles Deleuze y El cuento de la Isla desconocida de José Saramago, estos textos se constituyen en el disparador de una investigación acerca de los aspectos geográficos y conceptuales de las islas. Una breve compilación de obras de artistas que resultan en islas aleatorias y mapas imaginarios da marco a las prácticas del proyecto y colabora en reflexiones sobre transversalidades que pasan por el diseño contemporáneo.

Palabras clave: diseño, Proyecto ilha, procesos de creación, zigzag, literatura y filosofía.

http://programaeditorialcyad.xoc.uam.mx/tabla_contenido_fasciculo.php?id_fasciculo=822&id_revista=15


Produções Bibliográficas – Livros

MESQUITA, C.; FAÇANHA, A. (orgs). Styling e Criação de Imagem de Moda. 2a. ed. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2018. 344p.
MESQUITA, C.; PRECIOSA, R. Um Livro de Amor. São Paulo: Dash Editora, 2015. 240p.


Produções Bibliográficas– Capítulos de Livros

MESQUITA, C. As roupas-mundo de Ronaldo Fraga. In: Ronaldo Fraga. (Org.). Caderno de Roupas, Memórias e Croquis. 2ed.Belo Horizonte: Cobogó, 2015, v. 01, p. 19-28.


Produções Bibliográficas – Anais

ALMADA, L.; MESQUITA, C. Fitando o dispositivo moda: consumismo, efemeridade e processos produtivos em questão. In: Anais do VI Seminário de Pesquisas em Artes, Cultura e Linguagens. Novembro de 2019_ UFJF, 2020, p. 100-115.

Resumo: A moda é um dos dispositivos de controle (FOUCAULT, 1977) organizadores da vida coletiva. No dispositivo moda o estímulo ao consumo de vestuário e à variação de si, amparados por processos produtivos das roupas e pela lógica da efemeridade, engendram modos de viver hegemônicos no contemporâneo (ALMADA; MESQUITA, 2017). Neste artigo, os trabalhos A-Z Uniforms Project (Andrea Zittel, Estados Unidos, 1992-2014) e Desapego (Marilá Dardot, Brasil, 2005) são tomados como referências para uma abordagem desviante das lógicas que compõem o dispositivo moda.

Palavras-chave: Dispositivo Moda; Andrea Zittel; A-Z Uniforms Project; Marilá Dardot; Desapego.

https://drive.google.com/file/d/1NrjSd8e5VVVUikrnw-f94CAoQ1wkVD_B/view


SERRAL, I.; MESQUITA, C.; GUIMARAES, M. Entre Design De Moda E Filosofia: Os Corpos Utópicos De Rei Kawakubo. In: 15º Colóquio de Moda _ Edição Internacional, 2019, Porto Alegre: Unisinos, 2019. v. 15. p. 01-08.

Resumo: Este artigo propõe conexões entre Design de Moda e Filosofia, por meio do diálogo entre a coleção Body Meets Dress, Dress Meets Body (1997), de autoria da designer japonesa Rei Kawakubo, e o ensaio O Corpo Utópico (2013) de autoria do filósofo francês Michel Foucault. A pesquisa aponta articulações entre a concepção de corpo vestido e o conceito de utopia, através de interações entre corpos e vestíveis.

Palavras-chave: Design de Moda, Corpo, Utopia.

http://www.coloquiomoda.com.br/coloquio2017/anais/anais/edicoes/5-coloquio-de-moda-organizacao.php


MESQUITA, C.; SANTOS, ROBSON, A. Design e conspiração: gambiarras, subversões e outras desobediências. In: Designa 2016 Conferência Internacional de Investigação em Design, 2017, Covilhã. Designa 2016 Erro(r) Proceedings. Covilhã: Serviços Gráficos da UBI, 2017. v. 01. p. 221-229.

Resumo: O design apresenta-se como campo propositor de projetos que solucionem problemas de diversas naturezas. É possível visualizar uma perspectiva convencional de teorias e praticas focadas em metodologias de projeto racionalistas, que referencia a formação acadêmica e a especialização técnica. A noção de “projeto” é extensivamente cooptada pelos modos de subjetivação contemporâneos, cuja urgência por soluções eficientes é sintomática dos modos de vida hegemônicos, vinculados à cultura da eficácia, do sucesso e do progresso. Entretanto, é visível a prática de um design não-oficial e autodidata que diverge desse modelo, capaz de gerar produtos e soluções que atendem urgências e necessidades. Apresenta-se especialmente em camadas populares e de baixo poder aquisitivo ou ainda em países considerados economicamente inferiores. Esse tipo de processo de criação afasta-se da noção de “criatividade” que impera nos modos de vida e de produção neoliberais e aproxima-se de procedimentos que implicam problematizações dos modos de subjetivação dominantes (Deleuze, 1987). É nesse contexto que este artigo propõe um olhar para as “gambiarras” – termo utilizado para denominar soluções improvisadas e/ou precárias para problemas diversos – que lidam com operadores tais como o improviso, o risco, o deslocamento de funções, a subversão de materiais, o erro, a surpresa e o acaso. Em geral, colocam em questão instâncias tais como a industrialização, a alta tecnologia, o domínio das marcas registradas, o mercado, o consumo e o próprio campo do design. Seus autores permanecem fora do campo profissional do design, mas podem ser considerados como criadores de produtos e de uma certa poética do cotidiano. Nesta pesquisa, esses procedimentos são abordados por meio da coletânea de fotografias denominada Gambiarra, de autoria do artista brasileiro Cao Guimaraes. Nesse sentido, esta investigação pode contribuir para uma ampliação dos estudos de processos de criação, para uma problematização da noção de projeto e para o entendimento do caráter “conspirador” do design (Flusser, 2009), ao convocar suas potencialidades poéticas, estéticas e politicas.

Palavras-chave: processos de criação, projeto, gambiarras, projetos desobedientes

https://labcom-ifp.ubi.pt/book/294


Projeto de Extensão

MESQUITA, C. Projeto CUIDE-SE _ o cuidado de si: atividades sobre você, seu corpo, seus territórios e conexões consigo e com os outros.

O projeto atende grupos de pacientes no âmbito do Projeto Clínico-Ético-Político da clínica psicológica do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. A partir de questões sobre como expandir as ferramentas para exercitar uma clínica ampliada e atenta às múltiplas dimensões e urgências atuais do sofrimento psíquico, utiliza obras de arte tomadas como dispositivos clínicos, a partir de pesquisas em torno do conceito de “cuidado”, “cuidado de si” e “clínica expandida”, articulando abordagens de Michel Foucault, Felix Guattari, Gilles Deleuze e Suely Rolnik, em prol das conexões entre os campos da Filosofia da Diferença, da Psicanálise e da Arte.

https://ocuidadodesi.wixsite.com/projetocuide-se


Produção Técnica

MESQUITA, C. Consultor ad-hoc em projetos da Fapesp (atual).
MESQUITA, C.; SERRAL, I. Website do Projeto Cuide-se: o cuidado de si o cuidado de si: atividades sobre você, seu corpo, seus territórios e conexões consigo e com os outros. https://ocuidadodesi.wixsite.com/projetocuide-se
MESQUITA, C.; SILVA, L. J. Ziguezague no YouTube. https://www.youtube.com/channel/UCadcnwJOnpZF-FOEnLxqssQ

Design e cuidado de si: processos de subjetivação e dispositivos para uma clínica ampliada

Esta pesquisa promove conexões entre os campos da Arte contemporânea, Filosofia da Diferença e Psicanálise, por meio do conceito de ziguezague (Gilles Deleuze; Felix Guattari) que transversaliza articulações entre Design e saúde psíquica. Investiga teorias e práticas que impliquem o Design e a Arte em torno de processos de subjetivação; variáveis sociopolíticas e culturais produtoras de sofrimento psíquico; quadros sintomatológicos na atualidade; micropolíticas de acolhimento e cuidado em práticas de Clínica Ampliada. Nas searas específicas do Design, procura abarcar o escopo das interações e vínculos entre o corpo, processos projetuais, artefatos e produtos. Neste contexto, enfoca as práticas do Projeto CUIDE-SE _ o cuidado de si: atividades sobre você, seu corpo, seus territórios e conexões consigo e com os outros, que vem sendo desenvolvido com grupos de pacientes na clínica pública do Instituto Sedes Sapientiae/SP, desde o ano de 2014 e integra equipe multiprofissional no âmbito do Projeto Clínico-Ético-Político.

O interesse desta pesquisa concentra-se na ampliação das ações do Projeto Cuide-se e pretende, em ressonância com o campo da teoria, história e crítica do Design, abrigar o seguinte escopo de investigações,: 1) aspectos de processos de subjetivação relativos ao Design: relações e vínculos entre artefatos/objetos e modos de ser/produzir/consumir/produzir sofrimento; 2) sofrimento psíquico e cuidados: mapeamento de quadros sintomatológicos na atualidade e conexões com o campo do Design; 3) propostas nos âmbitos da sustentabilidade subjetiva e da saúde social que investiguem diferentes perspectivas de cuidados, por meio do Design; 4) objetos relacionais e objetos artísticos com potencialidades clínicas, na perspectiva da psicanalista e curadora brasileira Suely Rolnik; 5) dispositivos para o Projeto Cuide-se: obras de arte e objetos de Design para práticas em Clínica Ampliada.

Linha de pesquisa do PPG: THCD – Teoria, História e Crítica do Design


Design e conspiração: processos de criação, micropolíticas de resistência e cuidado

Esta pesquisa investiga diálogos entre Design, Arte e Filosofia da Diferença, propondo a expansão de teorias e práticas em perspectivas poéticas, estéticas, éticas e políticas. Parte da colocação do filósofo tcheco Vilém Flusser sobre a semântica da palavra design e do verbo to design, relacionados à “plano”, “esquema maligno”, “astúcia” e aos verbos “tramar”, “simular”e “conspirar”. Delineia reflexões para mapear e compreender as emergências da subjetividade contemporânea e considera a potência afirmativa desses termos, tomados como potências de transformação de uma dada realidade. Convoca o Design para além de sua acepção modernista, entendendo seu campo teórico-prático como uma seara múltipla, capaz de produzir ações, objetos e artefatos que problematizem e questionem os modos de funcionamento e estratégias dominantes, subvertendo linhas de força no contexto sócio-político e cultural. Aborda e/ou promove experimentos que desafiam a lógica linear de solução de problemas a serviço do mercado, em conexão com as perspectivas do filósofo francês Gilles Deleuze e do psicanalista Felix Guattari sobre processos de criação, “linha de fuga”, “traição” e “ziguezague”.

Nesse contexto, o interesse dessa proposta é abrigar o seguinte escopo de investigações: 1) processos de criação e estratégias de ação de designers e de artistas que subvertem lógicas de mercado no cenário neoliberal e/ou produzam micropolíticas de resistência; 2) perspectivas críticas para produção de subjetividades no campo do Design, suas reverberações sócio-políticas e culturais; 3) propostas nos âmbitos da sustentabilidade subjetiva e da saúde social que investiguem diferentes perspectivas de cuidados, por meio do Design; 4) objetos e propostas projetuais que questionem o próprio campo do Design e seu alinhamento com a sociedade industrial/digital, a supremacia da técnica e a submissão ao mercado; 5) gambiarras e outras criações que subvertem a lógica projetual, conforme proposições do ativista e pesquisador brasileiro Ricardo Rosas; 6) “objetos desobedientes”, na perspectiva do curador e pesquisador inglês Gavin Grindon; artefatos criados por movimentos ativistas e/ou ações de alcance social e humanitário.

Linha de pesquisa do PPG: THCD – Teoria, História e Crítica do Design

Grupo de Pesquisa: Design, Arte e Moda: Conexões Contemporâneas

Reconhecimento Liderança Positiva – Universidade Anhembi Morumbi (2019)
Melhor Iniciação Científica: 15°Colóquio de Moda | 12°Edição Internacional
ABEPEM – Associação Brasileira de Estudos e Pesquisa em Moda (2019)
22º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira – 1º lugar na categoria Trabalhos Escritos – Revista Dobra[s] (2008)
Rumos Itaú Cultural – Projeto de Pesquisa (2001)
2º Concurso Santista de Estilismo – Finalista (1992)

ABEPEM – Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda
https://www.abepem.com.br