Banca de defesa: O FEMININO TRAMADO PELOS NÓS DO BORDADO: da obediência à resistência.

BANCA DE DEFESA | Doutorado em Design

O PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi convida para a defesa da Tese de Doutorado de Design, O FEMININO TRAMADO PELOS NÓS DO BORDADO: da obediência à resistência, por CLÍCIA FERREIRA MACHADO, que ocorrerá dia – 03/09/2025, às 9H. O evento será: Online. Orientadora: Dra. Mirtes Cristina Marins de Oliveira. Veja mais informações abaixo.

CLÍCIA FERREIRA MACHADO
03.09.2025 | 9H | Quarta-feira

Endereço ou link para conferencia:

https://us06web.zoom.us/j/4866485949pwd=QLMaNHmBrteaxbaogaALYmfXzJzFAt.1

Banca Examinadora:

  • Prof. Dr. Sérgio Nesteriuk Gallo
    Orientador e presidente da banca.
    Universidade Anhembi Morumbi.
  • Dra. Andrea Fibeiro Gomes
    Universidade Federal do ABC (UFABC)
    Examinadora Externa
  • Dr. Giovanilton Andre Carretta Ferreira
    Universidada Vila Velha (UVV)
    Examinador Interno
  • Profa. Dra. Suzete Venturelli
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
    Examinadora Interna
  • Prof. Dr. Gilbertto Prado
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
    Examinador Externo

Resumo:

O bordado manual, considerando suas dimensões material e imaterial e a rede de significados que as enlaça, é o tema desta tese. O objetivo é compreender como essa prática, historicamente conformadora de um ideal de feminilidade subserviente, também opera como desobediência e cria espaços de resistência aos estereótipos de gênero. A abordagem explora o bordado na qualidade de procedimento e corporeidade e sua fatura como agente constituinte dos processos de formação da identidade individual e social da mulher, bem como de representações do feminino. O fio que dá início à escrita é um breve recorte histórico de momentos pontuais dessa produção na Europa, com foco em Portugal, e no Brasil, entre os séculos XIV e XXI. Esse delineamento, no bojo de um diálogo entre o bordado e o feminino, dá a conhecer o processo de feminização da atividade, ensinada na esfera familiar como ação educativa e permeada de relações de poder, e a construção do ideal de feminilidade e outras estereotipias sobre o feminino. Na sequência, partindo da institucionalização do bordado como ferramenta de educação e sua imbricação com o feminino nas escolas de arte e design Glasgow School of Art (1845-1909), Bauhaus (1919-1933), Vkhutemas – Ateliês Superiores de Arte e Técnica (1920- 1930) e Instituto de Arte Contemporânea – IAC (1951-1953). Buscou-se entender como a técnica, enquanto prática projetual de design inserida no âmbito têxtil, operou a serviço dos poderes hegemônicos e da consolidação da distinção simbólica e hierárquica dos papéis sociais e de gêneros, assim como da arte e do artesanato e, simultaneamente, desenvolveu-se como criação e estratégia de combate aos poderes dominantes. A terceira parte do estudo, ancorada no enlace entre -obediência e desobediência, e no constructo de um design e de uma arte que se deslocam do feminino ao feminismo, investiga a produção das artistas contemporâneas (1967), Rosana Paulino (1967) e Vivian Caccuri (1986) que perturbam a posição sócio-histórica do bordado e o operam como expressão, subversão e resistência. Em todo o trabalho, percorrem- se capítulos da história da mulher, imbricados a marcos temporais da história da arte têxtil, do bordado e do design, :articulados a teorias do campo do gênero que invocam questões delineadas e exploradas na tese. Participaram dessa tessitura as vozes conceituais, reflexivas, críticas e insurgentes de Rozsika Parker, Griselda Pollock, Frédéric Gros, Silvia Federici, Teresa de Lauretis, Julia Bryan-Wilson, Mary del Priori, Magdalena Droste, Silvia Alexim Nunes, Tim Ingold, Neide Jallageas e Celso Lima e também autores que se debruçaram sobre a história do bordado, como Jean-Yves Durand, Ana M. Cristina Pires, Clara Saraiva, Maria do Carmo Guimarães Pereira, entre outros.

Palavras-chave:

Arte e design têxtil; Bordado manual; Feminino; Gênero; Resistência.

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