Banca de defesa: DESIGN AUDIOVISUAL 3.0: uma análise da confluência entre vídeos curtos e conteúdos extra-tela na redefinição da produção e consumo midiático

BANCA DE DEFESA | Doutorado em Design

O PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi convida para a defesa da Tese de Doutorado de Design, DESIGN AUDIOVISUAL 3.0: uma análise da confluência entre vídeos curtos e conteúdos extra-tela na redefinição da produção e consumo midiático, por FERNANDO BARBOSA, que ocorrerá dia – 21/08/2026, às 12H. O evento será: online. Orientadora: Profa. Dra. Suzete Venturelli. Veja mais informações abaixo.

FERNANDO BARBOSA
21.08.2026 | 12H | Sexta-feira

Endereço ou link para conferencia:

bit.Iy/3SWNvcQ

Banca Examinadora:

  • Orientadora e Presidente da banca: Profa. Dra. Suzete Venturelli
    Universidade Anhembi Morumbi
  • Examinadores Externos: Prof. Dr. Cláudio Rabelo 
    Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Examinadores Externos: Prof. Dr. Augusto Gottsfritz
    Universidade Mackenzie (MACKENZIE)
  • Examinador Interno: Prof. Dr. Sérgio Nesteriuk Gallo.
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
  • Examinador Interno: Prof. Dr. Delmar Galisi Domingues
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)

Resumo:

Esta tese investiga a confluência entre os vídeos curtos verticais e os conteúdos extra-tela na redefinição da produção e do consumo audiovisual contemporâneos, propondo a noção de Design Audiovisual 3.0 como chave interpretativa desse deslocamento. De natureza qualitativa e caráter exploratório, a pesquisa articula revisão bibliográfica (em teoria do design, da comunicação e das mídias digitais) a dois estudos de caso: as produções seriadas experimentais da produtora 8KA (2008–2014), examinadas com apoio de métricas do YouTube Analytics, e a novelinha vertical Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário, produzida pela Globo para o Globoplay/GloboPop. O percurso desenvolve-se em três movimentos. O primeiro reconstrói os fundamentos históricos e conceituais do design audiovisual brasileiro, do mercado televisivo pré-internet ao encurtamento narrativo das webséries. O segundo demonstra que o design digital e os algoritmos não se limitam a distribuir conteúdos prontos, mas intervêm na própria concepção das obras, operação descrita por meio dos conceitos de antecipação e de norma gravitacional, e cujo desdobramento é o regime aqui denominado Connect Design, em que o objeto do projeto deixa de ser o conteúdo ou a interface e passa a ser o vínculo entre pessoas e conteúdos. O terceiro situa esse regime no mercado do vídeo curto, na coopetição entre YouTube e Globoplay e nas estratégias extra-tela, e o confronta com o caso concreto. O principal achado é que, onde se esperava ruptura entre algoritmo e autor, plataforma e obra, vídeo curto e telenovela, encontrou-se continuidade tensa: em Cinderela, a otimização algorítmica do vídeo vertical e a competência melodramática de seis décadas convergem sobre os mesmos procedimentos, de modo que o mais arcaico e o mais contemporâneo se tornam indistinguíveis. Contribui- se, ainda, com a distinção entre o reconhecimento melodramático, que revela, e o reconhecimento algorítmico, que confirma. A tese sustenta, por fim, que a pergunta pertinente não é se o design conecta, mas em favor de quem.

Palavras-chave:

Design audiovisual. Vídeos curtos verticais. Cultura algorítmica. Melodrama e telenovela. Connect Design.

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