Banca de defesa: ENTRE O HUMANO E O ALGORITMO: experiência criativa sobre a inteligência artificial generativa imagética na prática do ensino do design

BANCA DE DEFESA | Doutorado em Design

O PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi convida para a defesa da Tese de Doutorado de Design, ENTRE O HUMANO E O ALGORITMO: experiência criativa sobre a inteligência artificial generativa imagética na prática do ensino do design, por ALESSANDRO CAMMILO, que ocorrerá dia – 28/08/2026, às 9H30. O evento será: online. Orientador: Prof. Dr. Sérgio Nesteriuk. Veja mais informações abaixo.

ALESSANDRO CAMMILO (Alessandro Camilo Miguel)
28.08.2026 | 9H30 | Sexta-feira

Endereço ou link para conferencia:

https://bit.ly/4wRbaJS

ou

https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_NzdkZjBkMGYtODU4ZC00MWJjLTliOWQtMGU4NWMwZjg4YmI1%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%2257095a8c-ade3-4706-b7d7-30379e58918b%22%2c%22Oid%22%3a%22d31d54ad-fe63-49b2-a2a0-43e969fd5274%22%7d

Banca Examinadora:

  • Orientador e presidente da banca: Prof. Dr. Sérgio Nesteriuk
    Universidade Anhembi Morumbi
  • Examinador Externo: Prof. Dr. Dario de Souza Mesquita Junior
    Universidade Federal de São Carlos (UFES)
  • Examinadora Externa: Profa. Dra. Rachel Zuanon Dias
    Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
  • Examinadora Interna: Profa. Dra. Suzete Venturelli
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
  • Examinador Interno: Prof. Dr. Milton Terumitsu Sogabe
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)
  • Examinador Externo Suplente: Prof. Dr. Bruno Carvalho dos Santos
    Centro Universitário Belas Artes
  • Examinador Interno Suplente: Prof. Dr. Delmar Galisi Domingues
    Universidade Anhembi Morumbi (UAM)

Resumo:

A presente pesquisa investiga um recorte temporal dos últimos três anos, período marcado por um avanço exponencial da Inteligência Artificial Generativa – IAG. Isso reconfigura a prática do Design sob um ângulo na criação imagética e como influencia a forma de ensinar as disciplinas práticas sobre o processo de produzir as imagens nestes anos. Com a sua facilidade de interação, torna-se de fácil acesso ao usuário final. Esta mesma criação imagética acaba por tornar a vida do coletivo criativo muito onerosa e desafiadora, pois está reconfigurando a prática de certos processos no desenvolvimento do projeto do design. Observa-se um descompasso estrutural entre a velocidade de atualização, seja ela impulsionada pelos modelos de inteligência ou por demandas de um mercado em aceleração, com a relativa rigidez de grades curriculares de instituições de ensino tradicionais. Esse descompasso acaba por compelir estudantes a buscar aprimoramento em cursos paralelos, orientados às competências práticas necessárias à sua sobrevivência no campo profissional. Trata-se de um cenário que converge em diversos pontos para um mesmo nó crítico, a uma revisão crítica dos currículos aplicados nas instituições, em disciplinas direciondas a producao do imagético, sendo uma adaptação das práticas pedagógicas para preparar os alunos para um mercado em constante evolução. Cenário visto torna a adaptação complexa pela velocidade da IAG, e que expande a cada melhoria, democratizando seu acesso às ferramentas de criação que, e que automatiza habilidades técnicas antes complexas, podem gerar um risco de precarização da profissão e a banalização do ato criativo. Além disso, é fundamental que as instituições de ensino adotem uma abordagem crítica e adaptativa sobre a IAG, promovendo flexibilidade técnica e acesso à infraestrutura para poder se tornar competitivas na profissão. Diante da possibilidade de um usuário comum poder gerar imagens, desde alto realismo até abstrações artísticas conhecidas, a discussão sobre a autenticidade e o valor do trabalho criativo se torna ainda mais relevante. Assim sendo, as instituições devem não só instruir sobre a utilização destas novas ferramentas, mas cultivar um exame analítico e crítico ao seu uso, em ramificações éticas e sociais. Um dos pontos desta investigação diz respeito a uma perda silenciosa da agência humana, ou seja, das faculdades críticas, que vem com a capacidade de aprender, adaptar ou mesmo construir realidades por meio de interações sociais ou contextos independente do ambiente, isso pode ser denominado como a erosão desta agência, como a falta de um degrau. O processo cognitivo é indispensável para a tomada de decisões informadas, principalmente na criatividade. A investigação sugere que a tradição na forma que aprendemos tende a mudar e que, consequentemente, a perda dessa agência pode tornar-se um fato inevitável. Um possível objetivo é promover a transição para um facilitador semântico, no qual a tecnologia amplie a capacidade humana em vez de substituí-la. Afinal, estas manifestações de substituir já ocorreram em outros momentos da história e esta crescente dependência entre a máquina e a mente ainda continua. Nas últimas décadas, disciplinas foram transformadas e remodeladas, em nome da economia, da lucratividade e readaptação, mas que se revelaram frágeis. Do ponto de vista educacional e tecnológico, a investigação abrange uma revisão sistemática da literatura juntamente com uma análise de sua progressão. Neste contexto, artigos acadêmicos são comparados junto a informações disseminadas por meio da mídia, a literatura cinza, como meios de notícias e redes sociais, promovendo assim um diálogo entre construções teóricas e reais, com certo assunto “viral” em aplicações destas práticas. A pesquisa reitera que a formação educacional, ou mesmo as disciplinas acadêmicas, influencia diretamente neste processo de desenvolvimento e criatividade. E que deve priorizar urgentemente a disseminação do conhecimento técnico para facilitar o cultivo da agência humana e numa forma específica de curadoria semântica e direção, crucial para distinguir, sob pena de se arriscar a obsolescência da função e da profissão.

Palavras-chave:

Design, Ensino do Design, Inteligência Artificial Generativa, Agência, Criação imagética.

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