Banca de defesa: DESIGN DE VIGILANCIA E COLECIONISMO E DADOS: Inquietações tecnoestéticas em design, arte e tecnologia.
BANCA DE DEFESA | Doutorado em Design
O PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi convida para a defesa da Tese de Doutorado de Design, DESIGN DE VIGILÂNCIA E COLECIONISMO DE DADOS: Inquietações tecnoestéticas em design, arte e tecnologia, por HAMILTON CARRARO JUNIOR, que ocorrerá dia – 18/08/2026, às 14H. O evento será: presencial. Orientadora: Profa. Dra. Priscila de Almeida Cunha Arantes. Veja mais informações abaixo.
HAMILTON CARRARO JUNIOR
18.08.2026 | 14H | Terça-feira
Endereço ou link para conferencia:
https://teams.microsoft.com/meet/236440134550756?p=H3dDRdO8qflh7O0wYr
Banca Examinadora:
- Orientadora e Presidente da banca: Profa. Dra. Priscila de Almeida Cunha Arantes
Universidade Anhembi Morumbi - Examinadores Externos: Prof. Dr. Emerson Freire
Centro Paula Sousa - Examinadores Externos: Profa. Dra. Agda Carvalho
Instituto Mauá de Tecnologia - Examinador Interno: Profa. Dra. Suzete Venturelli
Universidade Anhembi Morumbi - Examinador Interno: Prof. Dr. Milton Terumitsu Sogabe.
Universidade Anhembi Morumbi - Examinador Suplente: Prof. Dra. Luisa Paraguai
Pontifícia Universidade Católica – Campinas - Examinador Suplente: Prof. Dr. Gilbertto Prado
Universidade Anhembi Morumbi – UAM
Resumo:
Esta tese investiga as relações entre vigilância, design, arte e tecnologia no contexto contemporâneo do capitalismo de vigilância. Com uma abordagem genealógica que articula as análises de Michel Foucault sobre as sociedades disciplinares, de Gilles Deleuze sobre as sociedades de controle e de Shoshana Zuboff sobre o capitalismo de vigilância, o trabalho examina como o design se tornou um instrumento central na extração de dados comportamentais e na modulação do comportamento humano. A perspectiva tecnoestética de Gilbert Simondon, articulada com o conceito de partilha do sensível de Jacques Rancière, oferece o referencial teórico para compreender como a arte pode explorar a margem de indeterminação dos objetos técnicos e reconfigurar os regimes de visibilidade impostos pela vigilância. A análise de práticas artísticas contemporâneas – incluindo obras de Trevor Paglen, Adam Harvey, Vitória Cribb, Banksy e outros – demonstra como a arte pode funcionar como uma forma de resistência tecnoestética, desvelando o racismo algorítmico, o colonialismo de dados e as infraestruturas invisíveis do poder. A tese apresenta ainda três projetos autorais: Torre do Presságio, Dionocoli Vigilantia Variegata e Bem-Te-Vi-Mal-Ti-Vi, que materializam os conceitos desenvolvidos ao longo do trabalho, demonstrando como a pesquisa-criação pode articular teoria e prática na produção de conhecimento materializado. O trabalho conclui propondo uma estratégia tecnoestética voltada para a resistência à vigilância, argumentando que a intervenção no plano da sensibilidade e da imaginação é fundamental para a construção de alternativas ao capitalismo de vigilância.
Palavras-chave:
Design de vigilância. Colecionismo de Dados. Tecnoestética. Design. Arte. Tecnologia.








