Banca de defesa: TEMPO (E ESPAÇO), MULTILINEARIDADE E HIBRIDISMO: A história em quadrinhos como interface de um documentário experimental
BANCA DE DEFESA | Doutorado em Design
O PPG Design da Universidade Anhembi Morumbi convida para a defesa da Tese de Doutorado de Design, TEMPO (E ESPAÇO), MULTILINEARIDADE E HIBRIDISMO: A história em quadrinhos como interface de um documentário experimental, por CARLOS FELIPE LUVIZOTTO, que ocorrerá dia – 19/08/2026, às 14H. O evento será: online. Orientadora: Profa. Dra. Suzete Venturelli. Veja mais informações abaixo.
CARLOS FELIPE LUVIZOTTO
19.08.2026 | 14H | Quarta-feira
Endereço ou link para conferencia:
https://us06web.zoom.us/j/88900242960?pwd=JD4rroalG9XQOnTN4teLZjFvEZWfov.1
Banca Examinadora:
- Orientadora e Presidente da banca: Profa. Dra. Suzete Venturelli
Universidade Anhembi Morumbi - Examinadores Externos: Profa. Dra. Mônica Baptista Sampaio Tavares
Universidade de São Paulo (USP) - Examinadores Externos: Prof. Dr. Antenor Ferreira Correa
Universidade de Brasília (UnB) - Examinador Interno: Prof. Dr. Milton Terumitsu Sogabe.
Universidade Anhembi Morumbi - Examinador Interno: Prof. Dr. Sérgio Nesteriuk Gallo.
Universidade Anhembi Morumbi
Resumo:
Esta tese investiga a história em quadrinhos como uma interface capaz de relacionar linguagens do tempo, como música, vídeo e animação. Nesse encontro, o design atua como agente responsável por estruturar ritmos, pontos de contato e percursos de leitura entre elas. A pesquisa combina reflexão teórica e experimentação prática, reunindo os referenciais de Groensteen, McCloud, Barbieri, Bonsiepe e Luiz Gê à produção e análise crítica de duas histórias em quadrinhos autorais de Luvizotto: O Footing e O Fotógrafo Imigrante. Desenvolvidas como documentários experimentais mediados por realidade aumentada, ambas as obras tomam como matéria-prima o acervo documental reunido sobre a memória da cidade de Cerquilho-SP durante o mestrado em design deste autor, em 2022. A partir do conceito de fronteira híbrida, proposto por Gê, a investigação explora relações em que obras autônomas se transformam mutuamente no encontro, preservando suas especificidades. Os resultados revelam que a potência da HQ como interface reside em sua capacidade de organizar simultaneamente tempo e espaço, conciliando o pensamento em linha e o pensamento em superfície. A comparação entre as obras evidencia que um mesmo acervo pode ser organizado segundo arquiteturas narrativas distintas: em O Footing, o documento reside na camada da realidade aumentada enquanto a HQ organiza a síntese coletiva; em O Fotógrafo Imigrante, é a narrativa gráfica que assume o estatuto documental, ampliando os pontos de acesso e as leituras possíveis sobre um mesmo tempo e lugar. Propõe-se, como síntese deste percurso, a categoria documentário experimental em quadrinhos com interface expandida, na qual a articulação entre linguagens assume configurações singulares, conforme as demandas de cada fragmento de memória, o que confere ao design um papel decisivo na organização da experiência de leitura.
Palavras-chave:
histórias em quadrinhos; design; interface; fronteira híbrida; documentário.








